A rotina de cozinha durante a viagem – dicas, praticidade e economia

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Viajar por um prazo longo ou mesmo mudar pra outro país traz curiosidades e dúvidas com relação ao tipo de comida do lugar, os alimentos que encontraremos e como é a rotina de fazer compras, cozinhar viajando e principalmente morando num hostel ou numa acomodação compartilhada.

Eu imaginava que mudar de país traria mudanças muito mais drásticas na alimentação. Mas não é bem assim. Claro que isso depende muito do seu destino, em alguns países ficaria mais difícil manter o cardápio tão próximo do que estamos acostumados. Mas na maioria dos lugares podemos encontrar os mesmos alimentos e manter os hábitos. Principalmente se cozinharmos, pois podemos usar os mesmos ingredientes que eles preparam de forma diferente pra fazer algo mais próximo de nosso cotidiano quando precisar. Cheguei em Cape Town e encontrei o bom e velho frango, legumes, macarrão e tantas coisas comuns. O mesmo nos destinos e países subsequentes. Afinal, diferente do que parecia se passar pela minha cabeça, vivemos no mesmo planeta 🙂

Claro que vamos conhecer outras marcas, outras redes de supermercado, não encontraremos alguns alimentos e conheceremos novos. Mas pequenas mudanças à parte, é bem possível migrar nosso paladar e nossos cotidiano de cozinha ao novo destino. Rapidamente nos habituamos com os novos nomes, novos produtos, marcas e com a rotina de cozinhar onde estamos vivendo.

Leia mais sobre mudanças de cotidiano, se habituar com novas marcas e produtos no artigo: O Novo Cotidiano – Como é lidar com as mudanças do dia a dia num novo país.

 

Pick n Pay e SPAR – Redes de supermercado tradicionais na África do Sul

Carne moída, frango, alho, cebola, azeite, sal, pimenta, batata, tomate, vegetais (daqueles congelados se precisar). Tá aí o kit alimentação básico! Pão ou wrap, macarrão, queijo, peito de perú (ou presunto), tempero de ervas, frutas, iogurte, granola ou aveia, leite, café solúvel, ovos e vez ou outra suco. Essa é minha compra padrão. Em 8 meses de viagem não consumi nada muito diferente disso. Quando tem mais tempo, vario mais nos vegetais pra cozinhar coisas diferentes. Dá pra inventar moda se quiser, algumas vezes comprei ingredientes específicos pra algo mais elaborado. Mas, no geral, precisa ser prático. Esses alimentos são simples e rápidos. Não costumo levar mais de 15 ou 20 minutos preparando minha refeição no dia a dia.

Na África do Sul, por exemplo:

  • O cogumelo é muito barato, acaba fazendo bastante parte da alimentação.
  • Feta é um queijo que não tem no Brasil (pelo menos nunca vi). Uma mistura da textura do ricota mas bem mais saboroso. Também consomem bastante pois é coringa, vai em saladas, macarrão, pizza e wraps. Não fico sem!
  • Vinhos são muito baratos, então também muito consumidos. Ótimo pra relaxar e desfrutar o momento de vez em quando.
  • E com o tempo passamos a aprender novos hábitos de cozinha, adotando a nova cultura nos nossos próprios pratos. Abacate também é muito comum nas pizzas, saladas e lanches. Contrariando o Brasil, pra mim já virou um alimento salgado. Eu fazia cara feia e agora adoro 🙂

A longo prazo, cozinhar se torna indispensável. É insustentável bancar comer fora por tanto tempo. Morando sozinho, com a própria geladeira, utensílios e fogão, tudo é mais fácil. Não e tão diferente quanto a estar na nossa própria casa no Brasil depois que nos acostumamos com os alimentos e marcas. Mas compartilhando a cozinha e limitados ao que tem disponível, o que comprar e como armazenar faz diferença.

Veja no vídeo abaixo na prática como foi meu dia a dia morando num hostel em Cape Town por mais de 2 meses. Algumas dicas de economia e praticidade pra facilitar a rotina de cozinha e a adaptação com uma “casa compartilhada”.


Procurando um bom Hostel em Cape Town?

Foto Destacada: Internet

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